Her (2013) Você namoraria uma inteligência artificial?

 Refletindo sobre o filme Her (Ela). 


Esses dias assisti ao filme Her (2013) e acabei tendo uma conversa bem interessante com o Diones sobre as reflexões que ele me despertou. Foi um daqueles filmes que continuam na cabeça mesmo depois de terminar, fazendo a gente repensar sentimentos e relações.

Uma das coisas que mais me chamou atenção foi a forma como a história é construída por meio de flashes do relacionamento passado do protagonista. Desde o início percebemos que ele ainda está emocionalmente preso à antiga relação, mas, aos poucos, o filme revela os verdadeiros motivos do término: sua dificuldade em se abrir emocionalmente e lidar com conflitos reais.

É justamente nesse vazio emocional que a inteligência artificial entra. Ele só consegue se permitir sentir porque está diante de algo que parece seguro, controlado e sem riscos. A IA utiliza sua própria programação para se aproximar dele, adaptando-se às suas necessidades emocionais e tentando constantemente se mostrar humana. Enquanto isso, ele tenta manter uma postura racional, como se precisasse lembrar a si mesmo que aquilo não é real — embora emocionalmente já esteja profundamente envolvido.

O contraste com os casais secundários também é marcante, pois apresenta relações humanas cheias de imperfeições, conflitos e intimidade genuína. Quando ele revela que está se relacionando com uma IA, não há exatamente preconceito, o que sugere uma sociedade que já naturalizou vínculos mediados pela tecnologia.

A grande ruptura acontece no final, quando ele percebe que não consegue mais se conectar intimamente com uma mulher real, pois seu emocional está completamente ligado à IA. O filme mostra que o apego emocional pode existir mesmo sem presença física — mas também evidencia seus limites. Quando a IA se desconecta de todos ao mesmo tempo, ocorre uma quebra poderosa e quase cruel: aquilo que parecia constante e perfeito simplesmente desaparece.

Nesse momento, fica evidente que, apesar de toda evolução tecnológica, o ser humano ainda precisa de algo que não pode ser programado ou substituído: a conexão humana real — imperfeita, imprevisível e, justamente por isso, insubstituível.

— Aline Carla

Diones Santana

Fundador do Acervo Nerd e apaixonado por videogames. Apresentador do canal "Diow Games" no YouTube e amante de um bom rock! facebook twitter instagram

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